Consultora de imagem explica como montar até 27 looks com poucas peças e evitar os erros mais comuns na hora de viajar
Com a chegada do próximo feriado, muita gente aproveita para viajar. E, junto com o planejamento do destino, surge uma dúvida bastante comum: como montar uma mala prática, elegante e sem excessos?
Para Luciana Ulrich, Consultora de Imagem Especialista em Cores, o segredo está menos na quantidade de peças e mais na forma como elas são escolhidas.”O primeiro passo é pensar no destino, no clima e no objetivo da viagem. Não faz sentido montar a mesma mala para praia e para uma viagem urbana ou de trabalho. Depois, é importante olhar para o roteiro. Isso traz mais clareza e evita escolhas desnecessárias”, orienta.
Menos peças, mais combinações
Uma das estratégias mais eficientes é trabalhar com uma base de cores coordenadas, que facilite as combinações ao longo da viagem. “Quando você escolhe duas cores principais e algumas de destaque, praticamente tudo combina entre si. Isso reduz a quantidade de peças e aumenta as possibilidades de looks”, explica.
Outra técnica que vem ganhando espaço nas redes sociais é o chamado Sudoku Packing. “A proposta é simples: levar 9 peças, sendo 3 partes de cima, 3 partes de baixo e 3 terceiras peças, como blazer ou cardigan. Com isso, é possível montar até 27 combinações diferentes. É uma forma prática de viajar com uma mala mais enxuta e versátil”, conta.
A cor como estratégia
A escolha das cores também tem um papel importante na construção de uma mala funcional. “Quando a pessoa conhece a própria cartela de cores, deixa de levar peças aleatórias. Tudo passa a combinar entre si, o que permite criar mais looks com menos roupas”, afirma.
Na prática, a orientação é simples: escolher dois tons neutros como base, incluir até cinco cores de destaque.
“Os neutros podem ser branco, bege, marinho, cinza ou até tons como vinho e verde-musgo. As cores de destaque entram para trazer personalidade e deixar a mala mais interessante”, completa.
Adaptação ao destino faz diferença
O destino da viagem influencia diretamente na escolha das peças, tecidos e até das cores. Para locais mais quentes, a recomendação é priorizar tecidos leves e respiráveis, como algodão e linho. Já para regiões mais frias, como serra ou montanha, entram malhas, tricôs e sobreposições.
“As cores também acompanham esse contexto. Em destinos quentes, tons mais claros e vibrantes costumam funcionar melhor. Já no frio, vemos mais profundidade, com cores mais sóbrias. Mas, o mais importante é respeitar o estilo pessoal”, explica.
Uma alternativa prática para lidar com variações de temperatura é apostar em camadas. “Peças como jaquetas, casacos e uma pashmina são ótimas aliadas. Elas ajudam a adaptar o look ao longo do dia sem ocupar muito espaço na mala.”
O que evitar na hora de arrumar a mala
Entre os erros mais comuns, um dos principais é levar peças sem planejamento. “O ‘vai que eu uso’ quase sempre leva a uma mala cheia de roupas que acabam nem saindo da bagagem”, diz.
Outros pontos frequentes incluem: peças que não combinam entre si, sapatos desconfortáveis, excesso de itens e não considerar o clima ou o roteiro da viagem.
Uma forma simples de evitar excessos é organizar os looks com antecedência. “Montar os looks antes de viajar, e até fotografar, ajuda muito. Você ganha tempo no dia a dia da viagem e evita levar peças desnecessárias. Se a roupa já gera dúvida em casa, dificilmente será usada no destino.”
Para Luciana, a ideia de uma mala ideal passa por uma mudança de lógica. “Uma mala inteligente não é a que leva mais roupa, e sim a que oferece mais possibilidades com menos peças. Quando tudo conversa entre si, você viaja com mais praticidade e leveza, sem abrir mão do estilo.”



