Mutirão da Ebserh realiza 42 mil atendimentos no país com foco na saúde da mulher e redução de filas no SUS
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) realizou neste sábado (21), um grande mutirão nacional de atendimentos pelo Sistema Único de Saúde. A ação, chamada de Dia E, mobilizou hospitais universitários em todas as regiões do país. Ao todo, foram ofertados cerca de 42 mil atendimentos, incluindo cirurgias eletivas, consultas e exames diagnósticos. A iniciativa integra o programa Ebserh em Ação, que busca ampliar o acesso à saúde pública. O principal objetivo foi reduzir filas e o tempo de espera por procedimentos no SUS. Os atendimentos ocorreram a partir das primeiras horas do dia, com organização prévia das unidades participantes.
A equipe priorizou pacientes já regulados, garantindo maior eficiência no fluxo de atendimento. A ação também deu destaque especial à saúde da mulher, considerada uma das áreas mais demandadas. Segundo o Ministério da Saúde, o mutirão representa um esforço coordenado para enfrentar gargalos históricos no sistema público. A mobilização envolveu 45 hospitais universitários vinculados à rede federal. Profissionais de diversas especialidades participaram dos atendimentos ao longo do dia. A iniciativa buscava atender uma demanda reprimida significativa em diferentes regiões. A estratégia reforça o papel dos hospitais universitários na assistência e na formação de profissionais de saúde.
Foco regional e atenção à saúde da mulher
Nas regiões Norte e Nordeste, a mobilização teve forte impacto, concentrando grande parte dos atendimentos previstos. Somente no Nordeste, a expectativa foi de aproximadamente 19 mil procedimentos realizados ao longo do dia. Diversos hospitais universitários participaram da ação, ampliando o alcance do mutirão. Na região Norte, cerca de três mil atendimentos foram programados, incluindo consultas e exames especializados. A iniciativa também contemplou áreas de difícil acesso, com medidas específicas para garantir o atendimento. Mulheres indígenas receberam suporte logístico, incluindo transporte e hospedagem em unidades de apoio.
Esse cuidado buscou reduzir barreiras geográficas e ampliar o acesso a serviços essenciais. A prioridade dada à saúde da mulher incluiu atendimentos em ginecologia, obstetrícia e outras especialidades. O mutirão também contemplou exames preventivos e procedimentos terapêuticos importantes. A ação foi realizada em diversas capitais e cidades estratégicas do país. Entre elas estão localidades com grande demanda reprimida no sistema público. A articulação entre hospitais e gestores públicos foi fundamental para a execução da iniciativa. Especialistas apontam que ações como essa ajudam a reduzir desigualdades regionais no acesso à saúde. Ainda assim, destacam que medidas estruturais contínuas são necessárias para resultados duradouros.



