Univali compra cão robô para pesquisas científicas e abre concurso para definir nome do novo mascote tecnológico
A Universidade do Vale do Itajaí avança no desenvolvimento científico catarinense. A instituição adquiriu um “cão robô”, um androide quadrúpede que ganhou notoriedade mundial por sua semelhança com animais de ficção científica. A universidade utilizará a ferramenta como uma nova plataforma de investigação. O equipamento atenderá programas de pós-graduação e laboratórios, com aplicações em engenharia, computação aplicada e gestão ambiental. O robô também poderá atuar em cenários de difícil acesso ou potencialmente perigosos. Nessas situações, ele amplia a capacidade de coleta de dados sem expor pessoas a riscos.
“Ele pode entrar em dutos, percorrer estruturas colapsadas de construções civis ou subir trilhas muito complexas”, explica o diretor da Escola Politécnica da Univali, professor Maurício de Campos. Segundo ele, essas tarefas envolvem riscos elevados para humanos. Em contextos científicos, pesquisadores utilizam esses dispositivos em expedições em regiões remotas. Eles também atuam em ambientes polares e áreas de difícil acesso geográfico, transportando instrumentos e registrando dados ambientais. Na Univali, o robô funcionará como uma plataforma experimental aberta. Pesquisadores poderão testar sensores, algoritmos de navegação e sistemas de comunicação.
Tecnologia, mobilidade e eficiência em campo
Sensores instalados no corpo do robô vão transmitir informações ambientais em tempo real. Além disso, a equipe poderá acoplar novos dispositivos futuramente para ampliar as capacidades do equipamento. A universidade desenvolveu internamente a rede LoRa, utilizada para receber essas transmissões. Esse sistema garante comunicação eficiente mesmo em longas distâncias.
Robôs bípedes podem cair com mais facilidade. Já o modelo quadrúpede mantém melhor estabilidade e equilíbrio. O equipamento consegue subir escadas e percorrer trilhas íngremes. Ele também avança por estruturas em locais de risco, acessando áreas difíceis e auxiliando em resgates ou situações de desastre. A Univali promoverá um concurso para definir o nome do robô. Além de contribuir para a pesquisa científica, o equipamento já desperta a curiosidade dos alunos no campus Professor Edison Villela, em Itajaí.



