O Agente Secreto vence o Critics Choice Awards como melhor filme estrangeiro e fortalece o cinema brasileiro na temporada de prêmios
O cinema brasileiro conquistou novo reconhecimento internacional com a vitória de “O Agente Secreto” no Critics Choice Awards 2026, nos Estados Unidos. O longa dirigido por Kleber Mendonça Filho venceu o prêmio de melhor filme em língua estrangeira, consolidando sua trajetória de sucesso fora do país. A premiação ocorreu no domingo, dia 4, em Santa Mônica, na Califórnia, e reuniu produções de destaque do circuito internacional. O resultado reforça a força do filme na atual temporada de premiações e amplia as expectativas em torno de seu desempenho em outros eventos importantes.
Vitória no Critics Choice e reação da equipe
“O Agente Secreto” superou concorrentes como “A Garota Canhota”, “Foi Apenas um Acidente”, “Belén”, “Sirat” e “No Other Choice”. A vitória foi anunciada antes do início oficial da cerimônia, ainda no tapete vermelho, o que pegou a equipe brasileira de surpresa. O diretor Kleber Mendonça Filho soube do prêmio de forma informal, situação que gerou críticas nas redes sociais. Apesar disso, o clima entre os integrantes do filme foi de celebração e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.
A conquista marca mais um passo relevante para o cinema nacional em eventos de grande visibilidade. Críticos americanos vinham destacando o rigor estético e a força narrativa da produção. O prêmio também amplia o alcance internacional do longa junto ao público estrangeiro. Especialistas apontam que o reconhecimento pode impulsionar sua distribuição em novos mercados. A vitória ocorre em um momento de crescente atenção ao cinema brasileiro fora do país. O Critics Choice é considerado um dos principais termômetros para o Oscar.
Wagner Moura e o desempenho nas categorias de atuação
Além do prêmio principal, “O Agente Secreto” concorreu na categoria de melhor ator com Wagner Moura. O ator brasileiro disputou o troféu com nomes de peso do cinema internacional. Timothée Chalamet venceu a categoria por sua atuação em “Marty Supreme”. Também concorriam Leonardo DiCaprio, Ethan Hawke e Michael B. Jordan. Mesmo sem a vitória, a indicação de Moura foi vista como um reconhecimento expressivo. Críticos elogiaram a complexidade emocional de seu personagem. A atuação foi apontada como um dos pilares do sucesso do filme nos festivais. Moura já vinha sendo citado em listas de destaques da temporada. Sua presença na disputa reforça o prestígio do elenco brasileiro. O reconhecimento internacional amplia o alcance de sua carreira fora do país. A indicação também fortalece o filme na corrida por outros prêmios.
Caminho para Globo de Ouro e Oscar
“O Agente Secreto” segue agora para novos desafios na temporada de premiações. O próximo compromisso é o Globo de Ouro 2026, marcado para o domingo, dia 11. O filme concorre nas categorias de melhor filme de língua não inglesa e melhor filme de drama. Wagner Moura também disputa o prêmio de melhor ator. A expectativa em torno do evento é alta, especialmente após a vitória no Critics Choice. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos já divulgou a pré-lista do Oscar em dezembro. A lista final de indicados será anunciada no dia 22 de janeiro. A cerimônia do Oscar está marcada para 15 de março de 2026. O Critics Choice costuma antecipar tendências da premiação máxima do cinema. Analistas avaliam que o longa brasileiro ganhou força na disputa internacional. O histórico recente do país em premiações aumenta o otimismo do setor.
Enredo, contexto histórico e destaque da noite
Ambientado nos anos 1970, “O Agente Secreto” acompanha um professor universitário que retorna ao Recife em plena ditadura militar. O personagem, vivido por Wagner Moura, tenta reencontrar o filho caçula enquanto enfrenta riscos políticos e pessoais. A narrativa combina tensão, drama familiar e contexto histórico. Críticos elogiaram o filme pela maneira como ele aborda o período autoritário brasileiro. No Critics Choice Awards, o grande vencedor da noite foi “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson. A produção venceu como melhor filme, além de levar direção e roteiro adaptado. Timothée Chalamet e Jessie Buckley venceram nas categorias de atuação principal. Entre os coadjuvantes, o júri premiou Amy Madigan e Jacob Elordi. A diversidade de vencedores marcou a edição de 2026. Mesmo em uma noite disputada, o filme brasileiro se destacou. A vitória reforça a relevância de narrativas latino-americanas no cenário global.



