Ex-príncipe Andrew é liberado após detenção em investigação ligada ao caso Epstein

Ex-príncipe Andrew é liberado após detenção em investigação ligada ao caso Epstein

Ex-príncipe Andrew é solto após 12 horas de detenção no Reino Unido sob investigação por suposta má conduta ligada ao caso Epstein


O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi liberado nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, após permanecer cerca de 11 horas sob custódia policial no Reino Unido. A polícia o deteve por suspeita de má conduta no exercício de cargo público. Agentes cumpriram mandado em sua residência em Sandringham, no leste da Inglaterra. A operação também incluiu buscas no Royal Lodge, em Windsor. A Thames Valley Police coordenou as diligências com apoio de forças locais.

Imagens da agência Reuters mostraram Andrew no banco de trás de um veículo ao deixar a delegacia em Norfolk. Ele manteve as mãos cruzadas enquanto deixava o local. A polícia não apresentou acusação formal até o momento. As autoridades optaram por liberá-lo enquanto mantêm a investigação em andamento. Esse procedimento permite que os investigadores aprofundem a apuração sem impor medidas restritivas imediatas.

Os investigadores analisam suspeitas de que Andrew compartilhou relatórios confidenciais do governo britânico com o financista americano Jeffrey Epstein. Andrew atuou como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional entre 2001 e 2011. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos citam trocas de mensagens e possíveis envios de análises estratégicas. A polícia avalia se essas ações configuram má conduta no exercício de função pública. A legislação britânica prevê pena que pode chegar à prisão perpétua em caso de condenação.

Andrew nega ter cometido qualquer irregularidade. Ele rejeita tanto as acusações relacionadas ao envio de informações quanto as ligações com crimes atribuídos a Epstein. Em 2022, ele encerrou um processo civil nos Estados Unidos por meio de acordo. Na ocasião, não admitiu culpa.

Repercussões na monarquia e pressão política

A prisão de Andrew provocou forte repercussão no Reino Unido. Trata-se de um episódio raro na história recente da monarquia britânica. O rei Charles III afirmou que recebeu a notícia com preocupação. Ele declarou que a lei deve seguir seu curso e garantiu apoio às autoridades. Segundo a imprensa britânica, o monarca não foi avisado previamente sobre a ação policial.

O príncipe William e a princesa Catherine também apoiaram a posição oficial do rei. Integrantes do Parlamento pediram mais transparência sobre o caso. Alguns parlamentares defenderam a criação de uma investigação independente. Eles argumentam que a gravidade das denúncias exige apuração rigorosa e imparcial.

O caso reacendeu críticas sobre os vínculos anteriores entre Andrew e Epstein. Arquivos divulgados nos Estados Unidos voltaram a expor encontros e registros fotográficos. Organizações de defesa das vítimas cobram responsabilização, independentemente de posição social ou título. Lideranças políticas reforçaram que o sistema de Justiça deve agir com autonomia.

Próximos passos da investigação

A Thames Valley Police mantém buscas em endereços ligados a Andrew em Berkshire e Norfolk. Peritos analisam documentos, dispositivos eletrônicos e registros oficiais apreendidos durante a operação. A polícia busca esclarecer se houve uso indevido de informações obtidas durante funções públicas. Investigadores também revisam comunicações antigas relacionadas ao período em que Andrew representou o Reino Unido no exterior.

Especialistas em direito penal afirmam que o inquérito pode se estender por meses. O Ministério Público avaliará as provas antes de decidir por eventual denúncia formal. Enquanto isso, Andrew permanece em liberdade e sem restrições conhecidas.

Caso a Justiça apresente acusação e obtenha condenação, o ex-príncipe poderá enfrentar pena severa. O desfecho do caso poderá influenciar debates sobre transparência institucional e responsabilidade pública no Reino Unido. A investigação segue sob sigilo parcial para preservar a integridade das provas.

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