Operações contra balões se intensificam e PM já recolheu 31 artefatos no Rio durante período junino

Operações contra balões se intensificam e PM já recolheu 31 artefatos no Rio durante período junino

Polícia Militar apreendeu 31 balões no Rio em pouco mais de um mês e reforça alerta para riscos ambientais e à aviação


A Polícia Militar do Rio de Janeiro intensificou o combate à soltura de balões e apreendeu 31 artefatos entre 7 de maio e 15 de junho deste ano. O período coincide com os festejos juninos, época em que a prática ilegal costuma aumentar em várias regiões do estado. O Comando de Polícia Ambiental realizou as ações em diferentes municípios fluminenses. Além dos balões, os agentes encontraram materiais utilizados na fabricação e preparação dos artefatos. Entre os itens apreendidos estavam botijões de gás, maçaricos, estruturas metálicas e bandeiras de grande porte.

Em algumas ocorrências, também foram localizados explosivos. A corporação informou que houve detenção de suspeitos envolvidos na atividade. No acumulado de 2026, já foram recolhidos 42 balões em todo o estado. Os números reforçam a preocupação das autoridades com os riscos provocados pela prática. O secretário da Polícia Militar, coronel Sylvio Guerra, voltou a pedir a colaboração da população. Segundo ele, a conscientização é fundamental para evitar acidentes. O oficial destacou ainda a importância das denúncias anônimas. O objetivo é reduzir os riscos para pessoas, imóveis e áreas de preservação.

Apreensões aumentam no período junino

A Polícia Militar ampliou as operações de combate à soltura de balões durante o período das festas juninas. Historicamente, os meses de junho e julho registram aumento da prática em diversas regiões do país. Apesar de fazer parte da tradição popular para alguns grupos, a atividade é considerada crime ambiental. O Comando de Polícia Ambiental mantém ações preventivas e repressivas em vários pontos do estado. As equipes monitoram áreas conhecidas pela fabricação e soltura dos artefatos. O trabalho também conta com informações fornecidas pela população. A Polícia Militar afirma que a participação dos moradores é essencial para o sucesso das operações.

Segundo o coronel Sylvio Guerra, a prática coloca vidas em risco. O secretário destacou que os balões podem atingir residências, vegetações e instalações elétricas. O período de estiagem aumenta o risco de incêndios. As autoridades reforçam que a tradição não pode se sobrepor à segurança coletiva. Por isso, campanhas educativas e fiscalizações seguem sendo realizadas em todo o estado. A expectativa é reduzir o número de ocorrências ao longo das próximas semanas. O trabalho integrado busca preservar vidas e minimizar danos ambientais.

Balões ilegais ameaçam vidas e o meio ambiente

Os balões juninos são movidos por ar quente e não possuem controle após serem lançados. Por isso, a direção do vento determina o local da queda. Em muitos casos, os artefatos atingem áreas de mata e provocam incêndios. Também há registros de danos em residências e na rede elétrica. Outro motivo de preocupação envolve a segurança da aviação civil. Os balões podem cruzar rotas aéreas e representar perigo para aeronaves. Em determinadas condições meteorológicas, os radares têm dificuldade para identificar esses objetos. Isso aumenta os riscos de colisões durante pousos e decolagens.

A legislação brasileira proíbe fabricar, transportar, vender ou soltar balões. A pena prevista é de um a três anos de reclusão. Além disso, a legislação estabelece multa de R$ 500 por balão apreendido. A população pode fazer denúncias de forma anônima pelo Disque-Balão, serviço da Linha Verde do Disque-Denúncia. O canal funciona pelo telefone 0300 253 1177. Também é possível registrar informações por meio do site da entidade.

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