Falta de declarações ameaça 1,5 milhão de empresas com CNPJ inapto, diz Receita Federal

Falta de declarações ameaça 1,5 milhão de empresas com CNPJ inapto, diz Receita Federal

Receita Federal alerta que 1,5 milhão de empresas podem ter CNPJ inapto se não regularizarem obrigações acessórias até 2 de março de 2026


Cerca de 6 milhões de pessoas jurídicas no país têm pendências com a Receita Federal. O CRCGO reforça que o prazo para regularização termina em 2 de março de 2026, sob risco de multa ou impedimento de emitir notas fiscais.

A Receita Federal do Brasil (RFB) alerta que 1.531.822 empresas correm o risco de ter o CNPJ considerado inapto. Isso pode acontecer caso não regularizem a entrega das obrigações acessórias dentro do prazo estabelecido. No total, mais de 6,7 milhões de pessoas jurídicas apresentam pendências fiscais em todo o país. As empresas devem regularizar a situação até 2 de março de 2026 para evitar sanções.

Multas, suspensão do CNPJ e alerta aos MEIs

Quando uma empresa deixa de apresentar declarações fiscais obrigatórias, ela pode sofrer multas, conforme o regime de tributação adotado. Se a omissão ultrapassar 90 dias após o vencimento, a Receita Federal pode suspender o CNPJ. Com isso, a empresa pode ficar impedida de emitir notas fiscais, ter dificuldade de acessar crédito bancário e não conseguir firmar contratos com o poder público. No caso de empresas enquadradas no regime de lucro real, a Receita ainda pode arbitrar o lucro para fins de cobrança de impostos.

O Fisco informou que começou a enviar comunicações aos contribuintes omissos em outubro de 2025. A partir do recebimento do aviso, as empresas têm 30 dias adicionais para transmitir as declarações e escriturações pendentes. Do total de CNPJs com omissões, 41,67% são Microempreendedores Individuais (MEIs), em grande parte casos em que, após a abertura do CNPJ, não houve a entrega da Declaração Anual do Simples Nacional do MEI (Dasn-Simei).

Para o presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO), Marcelo Cordeiro, o cenário exige atenção imediata dos contribuintes. “No caso do MEI, é comum que muitos empreendedores acabem esquecendo ou desconhecendo as obrigações acessórias após a abertura do CNPJ. Mesmo sem movimentação, a empresa permanece obrigada a prestar informações com a Receita Federal. A simples existência do CNPJ já gera responsabilidades legais, e o descumprimento pode resultar em consequências relevantes”, alerta.

Pendências envolvem diversas declarações obrigatórias

As pendências identificadas pela Receita Federal envolvem a não entrega de importantes obrigações acessórias, como o Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional Declaratório (Pgdas-D), a Dasn-Simei, a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (Dctf e DctfWeb), a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis), a Escrituração Contábil Fiscal (ECF) e a Escrituração Fiscal Digital das Contribuições (EFD-Contribuições), entre outras.

Somadas, as omissões ultrapassam 11,4 milhões de declarações não entregues, com destaque para a Dasn-Simei anual, a DctfWeb mensal e a Dctf mensal, que concentram os maiores volumes de pendências.

Consulta e regularização de forma digital

Marcelo Cordeiro explica que o contribuinte pode verificar a existência de pendências por meio do Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal (Portal e-CAC), na opção “Consulta Pendências: situação fiscal”. “O sistema atualiza as informações poucos minutos após o envio das declarações e permite que o contribuinte acompanhe quase imediatamente o processo de regularização. Nesse contexto, é fundamental contar com o apoio de um contador devidamente registrado no Conselho Regional de Contabilidade, profissional legalmente habilitado para orientar o contribuinte e reduzir riscos de erros ou novas inconsistências”, ressalta.

O presidente do CRCGO afirma que, normalmente, o contribuinte regulariza a situação ao enviar pela internet as declarações e escriturações pendentes. “Se a pendência for causada por informações incorretas no cadastro da empresa, como tipo de empresa errado ou CNPJ que não foi baixado, é necessário corrigir esses dados no cadastro. Nesses casos, é recomendável contar com a ajuda de um contador registrado no CRCGO, para garantir que tudo seja regularizado corretamente”, orienta.

“O papel do contador é fundamental nesse momento. Procurar um profissional da contabilidade é a forma mais segura de regularizar a situação e evitar prejuízos maiores ao negócio”, conclui Marcelo Cordeiro. O Conselho Regional de Contabilidade de Goiás reforça que empreendedores e empresários verifiquem sua situação fiscal o quanto antes. A entidade orienta empreendedores e empresários a adotarem as providências necessárias para manter o CNPJ regular e ativo, garantindo segurança jurídica e continuidade das atividades econômicas.

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