Retrospectiva 2025 mostra como sustentabilidade bem-estar e identidade urbana redefiniram a arquitetura e o modo de morar nas cidades
Em 2025, a arquitetura deixou de ser apenas uma questão de forma para assumir um papel central na qualidade de vida urbana. A casa passou a ser avaliada por critérios menos visíveis, como luz natural, conforto térmico, ventilação e relação com o entorno. O ano consolidou uma mudança de mentalidade: morar bem tornou-se sinônimo de viver em equilíbrio com a cidade e com o próprio tempo.
A sustentabilidade ocupou definitivamente o centro dos projetos. Materiais como madeira engenheirada, bambu e soluções construtivas de baixo impacto ambiental entraram no repertório de arquitetos e incorporadoras, não apenas por eficiência energética, mas pela capacidade de criar ambientes mais saudáveis e duráveis. Edifícios com certificações ambientais e estratégias passivas de conforto deixaram de ser exceção e passaram a integrar o padrão de projetos contemporâneos.
O design biofílico consolidou essa virada. Ao longo do ano, projetos internacionais ganharam destaque ao integrar vegetação, iluminação natural abundante e ventilação cruzada, propondo uma arquitetura mais sensível ao bem-estar físico e emocional. A presença da natureza nos espaços internos deixou de ser elemento decorativo e passou a estruturar a experiência de morar.
Outro movimento relevante foi a valorização da identidade local. Em diferentes cidades, arquitetos passaram a reinterpretar materiais, proporções e técnicas regionais de forma contemporânea, criando projetos mais conectados ao clima e à cultura do entorno. A personalização ganhou força, impulsionada por clientes mais conscientes, interessados em imóveis que dialoguem com seu estilo de vida e com o bairro onde estão inseridos.
Morar e cidade em foco
Os novos formatos de moradia também refletiram mudanças sociais. Co-livings, apartamentos compactos e plantas flexíveis responderam à vida urbana mais dinâmica e ao trabalho híbrido. Espaços multifuncionais deixaram de ser tendência para se tornar exigência, acompanhando rotinas cada vez mais fluidas.
Nesse cenário, a incorporação passou a lidar com um nível maior de responsabilidade urbana. Para Fabrizio Bevilacqua, CEO da Netcorp Itália, a arquitetura de 2025 consolidou um novo olhar sobre o papel do setor. “Hoje, um bom projeto precisa funcionar como parte da cidade. Não basta atender ao lote, ele precisa ser um bom vizinho”, afirma.
Empreendimentos como o Netcorp Tower, nos Jardins, refletem essa leitura mais atenta do morar contemporâneo ao priorizar a relação com o bairro, a mobilidade a pé e soluções voltadas ao conforto cotidiano, sem recorrer a discursos espetaculosos. O foco está na experiência urbana e na forma como arquitetura e cidade se encontram.
Ao final de 2025, a arquitetura deixa um recado claro: construir bem passou a ser um exercício de impacto e responsabilidade. Mais do que edifícios icônicos, o ano consagrou projetos que entendem o morar como parte de um ecossistema urbano maior, onde sustentabilidade, bem-estar e identidade caminham juntos.



