Coca-Cola anuncia o brasileiro Henrique Braun como novo CEO global, sucessor de James Quincey, com foco em inovação e crescimento
Novo CEO da Coca-Cola
A Coca-Cola anunciou nesta quarta-feira (10), a promoção do brasileiro Henrique Braun ao cargo de presidente-executivo da companhia, em comunicado oficial do grupo. Ele assumirá a função em 31 de março de 2026 e sucederá James Quincey, que passará ao posto de chairman executivo do conselho. Com dupla nacionalidade, Braun nasceu na Califórnia e cresceu no Brasil. A Coca-Cola nomeou o executivo de 57 anos diretor de operações em janeiro de 2025, e ele acumula quase três décadas de experiência na empresa.
A companhia destaca sua trajetória em operações, cadeia de suprimentos, inovação e gestão de engarrafadores em várias regiões do mundo. O anúncio ocorre em meio a um ambiente global em que consumidores demandam produtos mais saudáveis e preços competitivos. A decisão do conselho foi apresentada como um movimento de continuidade estratégica, com a promessa de aprofundar parcerias com engarrafadores e manter a diversificação do portfólio.
Henrique Braun ingressou na Coca-Cola em 1996 como trainee na área de Engenharia Global. Ele é formado em engenharia agronômica pela UFRRJ. Tem mestrado em ciência e um MBA obtidos nos Estados Unidos. Ocupou cargos de liderança no Brasil, na América Latina e em diversas regiões da Ásia. Entre 2013 e 2016, comandou a operação na Grande China e na Coreia do Sul. Presidiu a Coca-Cola Brasil entre 2016 e 2020 e depois liderou a América Latina.
Em 2024 tornou-se vice-presidente executivo e em 2025 passou a diretor de operações global. Seu percurso incluiu coordenação de engarrafadores e desenvolvimento de novos negócios. Esse histórico multirregional foi decisivo para a escolha do conselho. A carreira de Braun combina experiência operacional e visão estratégica.
Desafios imediatos e estratégia esperada
Braun assume em um momento de forte competição e mudança no consumo. A Coca-Cola já apostou em linhas sem açúcar e categorias premium para segurar receita. As aquisições em leite, café e bebidas gaseificadas fazem parte dessa estratégia. Sob Quincey, as ações da empresa subiram quase 63% desde 2017. O novo CEO terá de equilibrar inovação, controle de custos e pressão por sustentabilidade.
Ele afirmou que vai trabalhar em parceria com engarrafadores para desbloquear crescimento. Analistas esperam continuidade na diversificação do portfólio e em aquisições seletivas. Investidores monitorarão sinais sobre prioridades por região e categoria. A transição também visa preservar estabilidade durante a mudança de comando.
O conselho indicou que irá nomear Braun para concorrer a uma vaga de diretor na assembleia de acionistas de 2026. James Quincey permanecerá ativo como chairman, o que pode suavizar a transição. Mercados reagiram com atenção ao plano de sucessão e à mensagem de estabilidade. Engarrafadores globais aguardam anúncios sobre acordos operacionais e investimentos.
A Coca-Cola reafirmou que a mudança não altera a meta de fortalecer inovação e eficiência. A data formal de posse, 31 de março, deverá ser usada para planos de integração. Até lá, Braun seguirá em diálogo com líderes regionais para ajustar prioridades. A expectativa é por implementações graduais e por continuidade estratégica.



