Governo da Paraíba decreta calamidade após chuvas intensas que deixam mortos, milhares de afetados e mobilizam força-tarefa no estado
O governo da Paraíba decretou estado de calamidade pública após as fortes chuvas que atingem diversas regiões desde sexta-feira (1º), provocando mortes, desalojamentos e danos estruturais. O governador Lucas Ribeiro assinou o decreto para acelerar a liberação de recursos e ampliar a capacidade de resposta emergencial. Segundo dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, os temporais afetaram diretamente mais de 16 mil pessoas. Até o momento, duas mortes foram confirmadas. Entre os atingidos, 624 pessoas estão desalojadas e 703 permanecem desabrigadas.
O governo estadual mobilizou equipes para atuar em diferentes frentes. A medida permite maior integração com órgãos federais. Técnicos da Defesa Civil Nacional começaram a atuar no estado e priorizam o atendimento às áreas mais impactadas. A situação segue em monitoramento constante. As chuvas continuam em algumas regiões. Autoridades mantêm estado de alerta. O cenário exige resposta rápida.
Áreas atingidas e impacto nos serviços essenciais
As chuvas concentraram impactos em municípios como João Pessoa, Bayeux, Mamanguape, Rio Tinto e Cabedelo, onde alagamentos e deslizamentos comprometeram infraestrutura urbana e serviços básicos. O abastecimento de água foi parcialmente afetado na Grande João Pessoa, exigindo ações emergenciais para restabelecimento gradual do sistema. A CAGEPA informou que parte dos sistemas segue operando, garantindo cerca de metade do fornecimento.
Equipes trabalham para normalizar o serviço até o início da semana. Enquanto isso, bairros recebem água por sistema de rodízio. Regiões como Manaíra e Bessa enfrentam restrições temporárias. O município de Conde iniciou retomada do abastecimento. Técnicos acompanham o funcionamento das estruturas. O impacto atinge também mobilidade urbana. Vias ficaram parcialmente interditadas. Serviços públicos operam com limitações. A população enfrenta dificuldades no dia a dia. O governo mantém equipes em campo. A prioridade é restabelecer serviços essenciais.
Operação de emergência e ações de resgate
O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba intensificou as operações e já realizou 390 atendimentos, incluindo ocorrências emergenciais e ações assistenciais, além de resgatar mais de 300 pessoas em áreas de risco. As autoridades mobilizaram ao todo 746 militares, com apoio de viaturas, embarcações e aeronaves. As equipes atuam em resgates, remoções e suporte à população atingida. A Defesa Civil ampliou o monitoramento das áreas vulneráveis.
Autoridades reforçam orientações para moradores deixarem locais de risco. O trabalho envolve diferentes órgãos estaduais e municipais. A atuação integrada busca reduzir danos e evitar novas vítimas. As equipes distribuem ajuda humanitária. As autoridades mantêm abrigos recebendo famílias desalojadas com atendimento contínuo, ampliam a logística e podem deslocar novas equipes conforme a necessidade. O cenário ainda inspira cautela.
Alertas, riscos e monitoramento contínuo
A Defesa Civil Nacional emitiu alertas para a região, indicando alto risco de novos alagamentos e deslizamentos, especialmente em áreas já afetadas pelas chuvas recentes. O monitoramento inclui também o estado de Pernambuco, que enfrenta situação semelhante, com registro de mortes e danos estruturais. Ao todo, dezenas de alertas permanecem ativos. As autoridades pedem atenção redobrada da população. O risco permanece elevado em regiões de encosta.
Técnicos monitoram continuamente os níveis de rios e o volume de chuvas, enquanto o cenário pode evoluir rapidamente diante das condições climáticas instáveis. A previsão indica continuidade das instabilidades, o que mantém as autoridades em alerta para possíveis novos impactos. Órgãos de saúde intensificaram a vigilância sanitária para prevenir doenças comuns após enchentes, monitorando casos de leptospirose e outras infecções. O governo mantém canais de emergência ativos e orienta a população a evitar contato com água contaminada e seguir as recomendações oficiais.



