Brasil conquista primeira medalha em Paralimpíadas de Inverno e alcança melhor resultado feminino em Milão-Cortina
O Brasil encerrou sua participação nas Paralimpíadas de Inverno de Milão-Cortina, no último domingo (15), com resultados históricos que consolidam a evolução do país nas modalidades de neve. Pela primeira vez, a delegação brasileira subiu ao pódio, além de alcançar sua melhor campanha feminina na competição. O desempenho marcou um novo capítulo para o esporte paralímpico nacional, que segue em crescimento mesmo sem tradição em esportes de inverno.
A grande conquista brasileira veio com Cristian Ribera, que garantiu a medalha de prata no sprint sentado do esqui cross-country. O atleta teve atuação consistente ao longo da prova e cruzou a linha de chegada em 2min29s6, assegurando o primeiro pódio do Brasil na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno. O resultado colocou o país na 22ª posição do quadro de medalhas, também um feito inédito. Ribera já era considerado uma das principais apostas da delegação brasileira para a competição. Sua trajetória inclui participações anteriores em Jogos Paralímpicos e títulos importantes no circuito internacional. Em 2018, ele já havia surpreendido ao competir com apenas 15 anos.
Em Pequim 2022, enfrentou dificuldades após contrair Covid-19 pouco antes das provas. Desde então, apresentou evolução significativa e chegou a Milão-Cortina em alta. O desempenho reforça o investimento gradual no esporte paralímpico de inverno no Brasil. O resultado também amplia a visibilidade da modalidade no país. A conquista de Ribera representa mais do que uma medalha, simbolizando um avanço estrutural e técnico. O Brasil passa a figurar entre nações que já alcançaram o pódio nesse tipo de competição. A expectativa é de que o feito incentive novos atletas e fortaleça o desenvolvimento da modalidade.
Mulheres e equipe ampliam marcas históricas do país
Outro destaque importante foi Aline Rocha, que alcançou o melhor resultado feminino da história do Brasil em Paralimpíadas de Inverno. A atleta terminou o sprint sentado na quinta colocação, com o tempo de 3min21s, superando sua própria marca anterior. Ao longo da competição, ela manteve regularidade e voltou a atingir o mesmo desempenho em outras provas. Aline também teve participação no biatlo, onde já havia mostrado competitividade em edições anteriores. Sua presença constante entre as melhores evidencia a evolução técnica da atleta.
Além dela, o Brasil registrou outros avanços importantes em Milão-Cortina. No revezamento misto 4×2,5km, a equipe formada por Cristian Ribera, Aline Rocha e Wellington da Silva terminou na sétima colocação. Esse foi o melhor resultado do país na prova até hoje. A delegação brasileira contou com oito atletas, número recorde em Jogos de Inverno. A presença feminina também cresceu, com nomes como Elena Sena e Vitória Machado. Esta última se tornou a primeira brasileira a competir no snowboard paralímpico. Apesar de não conquistar medalha, sua participação já representa um marco importante. O desempenho coletivo demonstra maior diversidade e competitividade da equipe. Os resultados indicam um cenário promissor para as próximas edições. O Brasil mostra que, mesmo com limitações climáticas, pode evoluir em esportes de inverno.



