Com gol de Ferran Torres na prorrogação, a Espanha vence a Argentina por 1 a 0 e conquista o bicampeonato da Copa do Mundo de 2026
A Espanha voltou ao topo do futebol mundial neste domingo (19) ao derrotar a Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo de 2026. A decisão aconteceu no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos, e foi definida apenas na prorrogação. Ferran Torres marcou o gol do título no segundo tempo do tempo extra e garantiu a segunda conquista mundial da história da seleção espanhola. O resultado coroou uma campanha marcada pela consistência da equipe comandada por Luis de la Fuente. Além do bicampeonato, a Fúria ampliou sua sequência invicta para 38 partidas, estabelecendo um novo recorde entre seleções nacionais.
Domínio espanhol
A Espanha dominou praticamente toda a decisão desde os primeiros minutos. A equipe teve maior posse de bola e criou as principais oportunidades ofensivas. O grande destaque da Argentina foi o goleiro Emiliano Martínez, responsável por impedir o gol espanhol em diversas ocasiões. Lamine Yamal, Dani Olmo, Cucurella e Laporte finalizaram com perigo durante o tempo regulamentar. A seleção argentina encontrou dificuldades para sair jogando e pouco ameaçou o gol defendido por Unai Simón. Lionel Messi fez uma atuação discreta e sofreu com a forte marcação espanhola.
A defesa da Fúria neutralizou os principais ataques adversários ao longo da partida. Nos acréscimos do segundo tempo, Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo após falta em Cubarsí e foi expulso. A superioridade numérica aumentou ainda mais a pressão espanhola. Mesmo assim, Dibu Martínez continuou fazendo grandes defesas e adiou a definição do campeão. O empate sem gols levou a decisão para a prorrogação. A expectativa de uma disputa por pênaltis crescia a cada minuto.
Gol do título
A definição aconteceu logo no início do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro levantou a bola na área e Nico Williams desviou de cabeça para trás. Ferran Torres apareceu livre para finalizar com força e vencer Dibu Martínez. O atacante entrou durante a partida e se transformou no herói da final. Antes disso, a Espanha chegou a balançar as redes, mas o lance foi anulado por falta na origem da jogada. Depois do gol, a equipe manteve o controle da posse de bola e administrou a vantagem até o apito final.
A Argentina tentou reagir nos minutos restantes, porém encontrou dificuldades para criar chances claras. O sistema defensivo espanhol voltou a mostrar segurança nos momentos decisivos. O título repetiu um roteiro semelhante ao de 2010, quando Andrés Iniesta também marcou na prorrogação da final contra a Holanda. A conquista premiou a seleção que apresentou o futebol mais dominante durante toda a decisão. O desempenho confirmou o favoritismo construído ao longo da competição. A Espanha voltou a levantar a taça mundial depois de 16 anos.
Ranking atualizado
A campanha da Espanha foi uma das mais consistentes da história recente da Copa do Mundo. Após estrear com empate diante de Cabo Verde, a equipe venceu todos os jogos seguintes até levantar a taça. O ataque marcou 14 gols durante o torneio e a defesa sofreu apenas um. Luis de la Fuente consolidou uma geração formada por jovens talentos como Lamine Yamal, Pedri, Nico Williams, Cubarsí e Ferran Torres.
O treinador também soma as conquistas da Liga das Nações de 2023 e da Eurocopa de 2024, fortalecendo o ciclo vitorioso da seleção espanhola. Com o bicampeonato, a Espanha passou a dividir com França e Uruguai a marca de duas Copas do Mundo. O ranking histórico de campeões ficou atualizado da seguinte forma:
- 5 títulos: Brasil (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)
- 4 títulos: Alemanha (1954, 1974, 1990 e 2014) e Itália (1934, 1938, 1982 e 2006)
- 3 títulos: Argentina (1978, 1986 e 2022)
- 2 títulos: Espanha (2010 e 2026), França (1998 e 2018) e Uruguai (1930 e 1950)
- 1 título: Inglaterra (1966)
A edição de 2026 também entrou para a história por ser a primeira disputada com 48 seleções e por ter sido realizada em três países: Estados Unidos, México e Canadá. A conquista espanhola reforça o protagonismo da equipe no cenário internacional e consolida uma geração que desponta como uma das mais vencedoras do futebol mundial.



