Além do verão: Florianópolis cresce como destino de trilhas, gastronomia e experiências

Além do verão: Florianópolis cresce como destino de trilhas, gastronomia e experiências

Florianópolis cresce 15% e atrai turistas com trilhas, gastronomia, cultura açoriana e roteiros pelo Vale Europeu além do verão


Dados da Civitatis mostram crescimento de 15% no número de viajantes em Florianópolis; trilhas, roteiros açorianos e bate-voltas pelo Vale Europeu ampliam o apelo da ilha para além do verão

Quem pensa em Florianópolis logo imagina praias lotadas de verão. Mas os dados da Civitatis, plataforma de reserva de atividades e experiências presente em mais de 160 países, mostram que o destino cresceu 15% em maio de 2026 na comparação ano a ano, época já voltada para destinos de natureza, gastronômicos e culturais.

O dado mostra que o viajante que escolhe Florianópolis não quer mais apenas sol e mar. Trilhas pela Mata Atlântica, esportes aquáticos, cultura açoriana e roteiros pelo interior catarinense ganham espaço justamente nos meses mais frescos, quando caminhar e explorar a natureza fica ainda mais agradável.

“Florianópolis tem um potencial enorme que vai muito além da praia. As trilhas, a cultura açoriana, a gastronomia e os roteiros pelo interior fazem da ilha um destino completo, que funciona o ano inteiro, inclusive no inverno, época ideal para quem quer encarar uma caminhada ou descobrir o lado cultural do destino”, afirma Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis no Brasil.

O que fazer em Florianópolis além das praias?

A ilha guarda dois mundos que a maioria dos visitantes não chega a ver. O primeiro é natural: trilhas que atravessam a Mata Atlântica e chegam a praias completamente isoladas, acessíveis só a pé. O segundo é histórico: um litoral oeste moldado pela colonização açoriana, com vilarejos de pescadores, ostras cultivadas na baía e uma arquitetura que lembra o interior de Portugal.

Para quem gosta de caminhar, a Trilha pelo Parque Natural da Lagoinha do Leste é o percurso mais recompensador da ilha. São seis quilômetros de nível difícil que sobem até a Pedra do Surfista, um dos cartões-postais mais fotografados de Florianópolis, e descem até uma praia de areia branca sem nenhuma infraestrutura. No caminho, tucanos e orquídeas cara-de-palhaço podem ser vistos pelos visitantes.

A Trilha do Gravatá oferece uma versão mais acessível do mesmo espírito. São 3,5 quilômetros de dificuldade moderada até uma praia escondida entre a Joaquina e a Mole. O percurso inclui uma piscina natural e um mirante com vista para o encontro entre o oceano e as montanhas. Segundo os moradores, nem todo florianopolitano conhece o local.

Quem prefere o mar sem precisar caminhar encontra na Ilha do Francês outra Florianópolis: uma área natural protegida no litoral norte, sem bares nem restaurantes. No local, o roteiro de caiaque, snorkel e stand up paddle garante horas de desconexão total em águas que variam do azul-turquesa ao verde-esmeralda.

Da Costa da Lagoa ao Vale Europeu

Já a Trilha pela Costa da Lagoa conecta natureza e cultura de um jeito único. São sete quilômetros pela beira da Lagoa da Conceição até uma comunidade de pescadores acessível apenas a pé ou de barco. O caminho passa por um engenho de farinha tradicional ainda em funcionamento e por uma cachoeira no meio da mata. O retorno é de barco, com a lagoa inteira a bordo.

O lado açoriano aparece com mais força no litoral oeste. O tour gastronômico por Santo Antônio de Lisboa passa por fazendas de ostras e casarões coloniais pintados em tons pastel. O roteiro inclui cinco paradas gastronômicas com cachaça artesanal, frutos do mar e o pôr do sol na baía como cenário. No centro da cidade, o tour gastronômico por Florianópolis parte do Mercado Público e percorre feiras e padarias onde a herança açoriana, a influência alemã e a cozinha brasileira se misturam em pão de queijo, brigadeiro, cuca e cachaça de jambu.

E para quem quer ir além da ilha, a excursão a Blumenau e Pomerode leva ao coração do Vale Europeu em menos de duas horas. As cidades reúnem arquitetura enxaimel, biergartens, cervejarias artesanais e a maior concentração de falantes de alemão fora da Europa. Um bate-volta que funciona especialmente bem no inverno, quando o clima mais frio reforça a atmosfera europeia.

Por que visitar Florianópolis no inverno?

Fora da alta temporada, a ilha revela seu lado mais tranquilo e autêntico. O clima ameno favorece as caminhadas, as trilhas ficam menos concorridas e as praias escondidas podem ser apreciadas com calma. É também a época ideal para explorar a cultura açoriana, a gastronomia local e os roteiros pelo interior catarinense, como o Vale Europeu, de forte influência alemã.

“O perfil de quem visita a capital catarinense está mudando. Assim como a Serra Gaúcha mostrou o tamanho do apelo do Sul do Brasil e se diversificou para receber turistas no verão, Florianópolis segue o mesmo caminho. A cidade oferece natureza, cultura açoriana e gastronomia, atraindo turistas em qualquer estação do ano. Isso reforça seu posicionamento como um destino de experiências, e não apenas de sol e mar”, conclui Alexandre Oliveira.

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